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5 comportamentos que podem minar a sua carreira

Por Leiza Oliveira, CEO e diretora educacional da rede Minds Idiomas

 

Como gestora de mais de 1000 funcionários e experiência em negócios há 20 anos vivenciei situações adversas e satisfatórias quando o assunto é gestão de pessoas. De 2014 para cá fiz alguns cursos de gestão e li mais de 60 livros acerca do tema. Tudo para replicar aos franqueados da Minds English School e assim ter um clima organizacional com qualidade nas mais de 70 escolas que temos.

 

Quando falamos em sistema de franquias temos que ter esse cuidado: homogeneidade de clima. Ou seja, colaboradores satisfeitos não só com as suas funções mas também com a política da empresa, relacionamento interno e planos de carreira propostos, independentemente da localidade dessa escola e\ou quem seja o franqueado dessa unidade.

 

Dito isso, criamos um sistema de comunicação em que os colaboradores podem mandar suas histórias, sugestões e críticas por meio de uma interface de comunicação, para que assim todos(as) sejam ouvidos(as). Esse canal ajudou a fazermos melhorias na gestão e estrutura da Minds.

 

Todavia, por mais que a empresa e\ou franquia dê a abertura necessária para o crescimento individual e coletivo dos seus membros, algumas atitudes podem estar impedindo esse funcionário de dar uma “guinada” em sua carreira em 2018.

 

Se você quer dar uma “guinada” na sua carreira em 2018, fique atento(a) se está tendo alguns dos comportamentos citados abaixo e pare agora mesmo:


Se aperfeiçoar apenas na parte técnica do trabalho 

 

Quanto mais um indivíduo “sobe” de cargo, maior a capacidade exigida dele de ouvir os demais, reportar as decisões e ser como um pilar entre a gerência e os colaboradores. Saber ouvir, ser prestativo, ter respeito e aceitar as pessoas que pensam diferente de você não tem a ver com capacidade técnica e operacional. Logo, de nada adianta custear cursos caros de aperfeiçoamento prático para o dia a dia se não buscar também o autoconhecimento.
 

Para mudar esse comportamento: pergunte aos seus pares como eles te enxergam como profissional e quais os seus defeitos e qualidades comportamentais no dia a dia. Neutralize esses comportamentos e caso não consiga sozinho(a) busque terapia e\ou psicólogo.

 
Cuidado com a síndrome do não vale a pena
 

Aqui entra desde responsabilidades que querem confiar ao colaborador, mas ele não enxerga como oportunidade, e sim como mais trabalho, e\ou uma pequena promoção que exige dele ideias que vão além do seu dia a dia, mas que ele julga um valor pequeno de promoção e por isso não se esforça.
 

Lembre-se que o empregador ou, no meu caso, franqueador, enxerga além do dia a dia porque temos que olhar o todo e percebemos quem realmente quer fazer a diferença.

 
Não é clichê: perfeccionismo pode arruinar a sua carreira

 

Na maioria das entrevistas de emprego quando o recrutador questiona qual o defeito dos candidatos, a maioria responde o perfeccionismo, julgando ser um defeito que pode ser visto com bons olhos pela empresa. Entretanto, na era atual em que o digital impera e que o indivíduo precisa estar antenado e saber fazer atividades, além do seu dia a dia, o perfeccionismo pode ser sinônimo de atraso. De nada adianta executar uma tarefa com primor e não cumprir prazos e\ou achar que a maneira que o fez é a única correta.
 
Além disso, mesmo que pratique com perfeccionismo todas as suas tarefas no prazo, pode ser visto na empresa como alguém insubstituível para aquele cargo. Ou seja: não ter promoção alguma.
 

A dica aqui para alterar esse comportamento é: seja criativo! Inove! Aprenda algo novo todos os dias.

 
Segurar conhecimento\informação
 

Tem muitas pessoas que por medo de perder o prestígio empresarial não passam os conhecimentos adquiridos na empresa para os demais. Essa atitude é uma faca de dois gumes, pois além desse indivíduo não aprender algo novo (através da troca com o outro que aprendemos e geramos novas ideias), ele também é visto como inseguro e\ou prepotente. Dois aspectos comportamentais líderes nos cortes de funcionários.

 
Não dividir os bônus
 

Há pessoas que dividem os ônus, os problemas com os colegas de trabalho, culpam os outros por erros que evitavelmente acontecem do dia a dia empregatício e não têm a humildade de assumi-los. Pior que ser um “reclamão” no ambiente de trabalho é não saber dar os créditos aos seus pares. Quando uma tarefa é executada com sucesso propaga que foi feita apenas por ele\ela, e não que houve todo o trabalho de uma equipe para chegar naquele resultado final.
 

Cuidado: crescemos unidos, jamais sozinhos(as).

 

Leiza Oliveira, CEO da Minds English School, faz a gestão de mais de 1000 pessoas nas 5 regiões do país

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