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Escolhendo o segmento do seu negócio

Escolhendo o segmento de sua nova (boa) ideia: arriscar-se com o novo e correr o risco de pôr tudo a perder ou entrar na onda do que está em alta e… correr o risco de pôr tudo a perder?
 
É muito comum observarmos que um negócio interessante foi aberto em nosso bairro e então nos chamar a atenção que mais um deste tipo também abriu nas redondezas em que trabalhamos. Quando nos deparamos pela 3ª vez em alguma outra região da cidade, pensamos: “Hummm, isso parece ser um bom negócio”. Assim foram as lojas de paletas mexicanas, novas barbearias, bolos caseiros… mas partindo do princípio explorado em um de meus posts, que um negócio passa pelas fases de (boa) ideia > projeto > negócio > empresa, quantos destes projetos ou negócios se tornarão de fato empresas?
 

Se o segmento em que você atua tem muitos concorrentes diretos e indiretos, isso possivelmente implica em reduzir as suas margens de lucro para ser mais competitivo. Ou então aumentar o seu investimento para se diferenciar em seu mercado, seja por meio de contratação de mão-de-obra especializada e superior aos de seus concorrentes ou por maior investimento em fornecedores e materiais de qualidade.
 

Por uma via ou pela outra, se há muita demanda, mas também muita oferta, o seu negócio pode ser enquadrado como um negócio de risco. Ao menos em relação a prosperidade e relevância – e consequente existência – em um futuro próximo.
 

Buscar inovar pode parecer algo muito distante para a boa parte das PMEs e MEIs, em especial porque um sentimento comum percebido por meio de diversas mentorias que pude realizar e presenciar é de que para inovarmos precisamos de muito dinheiro ou ainda termos uma sacada de gênio milionário. Partindo do princípio que inovar é fazer algo diferente do que se tem visto em funcionamento no mercado, isto também significa que fazer algo diferente pode ser recriarmos sim a roda: desde que esta nova versão seja percebida pelo o seu público como algo que agregue muito valor e que o mesmo entenda que vale a pena pagar por isso. Ou ainda que para inovar podemos simplesmente rearranjar peças de uma grande quebra-cabeça.
 

Exemplos simples destes rearranjos podem ser vistos nos projetos da ONG Litros de Luz, que reutiliza garrafas pet, água, alvejante e tubos de PVC para levar luz às comunidades isoladas em qualquer parte do mundo.
 

Um outro exemplo é o projeto Hippo Roller, no qual antes uma mulher ou uma criança suportava carregar um balde de 20 litros na cabeça por horas a cada trajeto entre suas comunidades e com a solução proposta, cada mulher passou a levar 90 litros por rodada, permitindo assim que tivessem acesso a água com melhor qualidade, higiene no transporte e garantindo mais tempo livre para que estas mulheres se dedicassem mais as suas famílias e comunidades – e a solução envolve apenas plástico e aço.
 

Em ambos os casos é interessante ressaltar que as soluções não nasceram sem que as equipes entendessem a fundo as reais necessidades destas comunidades. Isto quer dizer que ideias inovadoras e de baixo custo foram criadas porque o foco da investigação foi se aprofundar e vivenciar um problema real da sociedade ou um grupo de pessoas.
 

Sim, chegar a estes “estalos” em nossas mentes, estas “super simples grandes ideias”, dá trabalho. Intelectual muitas vezes. E demanda tempo também. Mas a escolha do segmento e como atuará para resolver as dores do seu potencial grupo de clientes de forma diferenciada é algo altamente estratégico e que não pode ser deixado de lado por quem mais se preocupa com o crescimento de seu negócio: Você, empreeendedorx. E neste quesito, há muito o que nos inspirarmos no modelos que as startups vem trabalhando.
 

Em um próximo post, exploraremos um pouco mais sobre como facilitar o processo de gerar estes estalos dentro de nossas tão corridas rotinas. Acompanhem pelas redes sociais da RME. #mulheresmudamomundo

 
*Cassiana Buosi empreende desde os 12 anos e a partir dos 36, voltou-se 100% para o empreendedorismo. Atualmente é Colaboradora na RME – Rede Mulher Empreendedora – contribuindo com Planejamento Estratégico e Marketing, além de mentorias. Em 2017, está modelando sua Startup. Professora de Marketing de Serviços na pós-graduação da FEI (Gestão da Manutenção) desde 2007. Palestrante e Consultora on demand. Mais de 20 anos de experiência entre as áreas de Vendas & Marketing e Design na Volkswagen do Brasil.
Twitter: @cassibuosi
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